Sabático e a empregabilidade

Sabático e a empregabilidade

Sabático, termo hebraico que significa repouso. O conceito original refere-se a saída planejada do seu emprego para alguma prática de desenvolvimento pessoal, como cursos e viagens. Em tese, o sabático seria o período utilizado (geralmente maior que 6 meses) para fazer atividades que não seriam possíveis de serem feitas em conjunto com a rotina diária de trabalho, como por exemplo um MBA fora do país com duração de 8 meses.

Sabático não é férias. É importante entender isso. Por isso, além de se planejar em termos de atividades, é importante ter um planejamento financeiro que garanta a manutenção, mesmo que básica, de tudo aquilo que se acha necessário para uma vida confortável.

As pessoas têm necessidades diferentes, por isso não há uma quantia exata do quanto se deve poupar ou ter a disposição para custear esse tempo longe de um emprego formal – que quase sempre representa um período sem remuneração.

Outro ponto bem relevante ao tirar um período sabático é sobre a necessidade e relevância dele E as consequências dele para a sua carreira.

Nem todo sabático tem consequências positivas. Para minimizar futuras dores de cabeça pense nas perguntas abaixo antes de decidir se é hora ou não de um sabático:

  • Qual é o objetivo deste período sabático?
  • Quais serão as consequências desse período para a sua vida pessoal?
  • Quais serão as consequências desse período para a sua vida profissional?
  • Quais são os resultados que você espera obter com ele?
  • Existem outras alternativas além do sabático que lhe trarão os mesmos resultados?

Decidiu pelo sabático? É hora de negociar isso com a sua empresa.

[NEGOCIANDO O SABÁTICO] Raras empresas custeiam o período sabático de um colaborador. O que acontece muitas vezes em casos bem planejados e específicos, é a expatriação do colaborador (se for o caso), que continua tendo responsabilidades para com a empresa ou o custeio das despesas por parte da empresa – que serão pagas em condições acordadas entre ambas as partes ou mesmo um tempo mínimo de permanência do colaborador na empresa justificando o investimento.

Mas, é importante dizer que quase sempre esse tipo de política nada tem a ver com um período sabático, uma vez que nem sempre o que o colaborador busca tem sinergia com o que a empresa espera dele. Negociar um período sabático quase sempre leva a dois tipos de desfecho: licença não remunerada e desligamento consensual.

[A VOLTA] A volta do período sabático é sempre um marco para o profissional. Muitos decidem pela transição de carreira, rumando para uma nova área de atuação outros voltam para a mesma área, e até para a mesma empresa, e alguns tem o desafio de conseguir um novo emprego.

Para os profissionais que voltam ao mercado de trabalho e buscam um novo emprego depois de um período sabático, é importante entender que nem sempre as coisas podem ter mudado e não são mais como eram antes. É isso pode ser um elemento extremamente desafiador quando o assunto é empregabilidade.

Nem todas as empresas encaram o sabático como um investimento de tempo, algo que aumente a capacidade produtiva do profissional e isso pode ser algo extremamente desmotivador. Por isso, tão importante quanto planejar a ida para o sabático é planejar a volta ao mercado de trabalho.

Eduardo Saigh é formado e pós-graduado em marketing pela ESPM. Atuou com sucesso na área de marketing e comunicação durante 8 anos, quando decidiu mudar de carreira e empreender na área de desenvolvimento humano. Após três anos na nova área, aceitou o desafio de fazer a restruturação da área de RH na Hays, uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção especializadas do mundo. Atualmente é o head da Elliott Scott, multinacional especializada no recrutamento e seleção de profissionais de RH e sócio fundador da Peopleminin.
Postado por / 24/02/2019 / 0 Comentários
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Carreira, Empregabilidade
Eduardo Saigh

Eduardo Saigh

Eduardo Saigh é formado e pós-graduado em marketing pela ESPM. Atuou com sucesso na área de marketing e comunicação durante 8 anos, quando decidiu mudar de carreira e empreender na área de desenvolvimento humano. Após três anos na nova área, aceitou o desafio de fazer a restruturação da área de RH na Hays, uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção especializadas do mundo. Atualmente é o head da Elliott Scott, multinacional especializada no recrutamento e seleção de profissionais de RH e sócio fundador da Peopleminin.

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