Entrevistas de emprego, você vai a várias mas não consegue uma oferta? Veja por quê.

Entrevistas de emprego, você vai a várias mas não consegue uma oferta- Veja porque.

“Eu sou convidado a participar de várias entrevistas de emprego, mas não consigo uma oferta”. Essas são palavras comuns, um desabafo, de um candidato frustrado em busca de uma nova oportunidade profissional.

A primeira coisa a se fazer, é se sentir confiante e ter uma visão positiva sobre si mesmo.

Afinal, isso significa que o seu currículo está bem redigido, que o seu perfil no Linkedin está atualizado e suficientemente claro para estimular o interesse dos recrutadores no seu perfil profissional.  Está claro que você se destacou frente a milhares de candidatos, no entanto ser chamado continuamente para entrevistas e não receber uma oferta de emprego é desestimulante e no bem da verdade, não paga conta nenhuma. Muitas variáveis podem ser as responsáveis pelo não avanço nos processos seletivos, aqui estão as três mais comuns.

[VOCÊ NÃO TEM O PERFIL] A razão mais simples e também a mais frequente para um candidato não continuar em um processo seletivo é que ele não tem total aderência ao que é procurado. Curricularmente, faz pleno sentido para o entrevistador conhece-lo: ele tem a formação e as experiências necessárias e preenche os quesitos secundários como pacote de idiomas e certificações específicas.

Mas durante a entrevista de emprego fica claro que ele não se adaptaria a cultura da empresa e nem a sua rotina diária de funcionamento, e infelizmente, esse tipo de coisa só dá para saber em uma entrevista real. Esse tipo de situação acontece porque grande parte dos recrutadores do mundo utilizam sistemas de rastreamento e busca por palavras-chave em currículos e avalições de habilidades online, onde se utilizam formas lógicas de comparar o perfil curricular com a descrição (job description) da posição em aberto. No entanto, como se sabe, a contratação de um profissional é, ainda, algo mais humano – os recrutadores e selecionadores buscam por colaboradores que se encaixem com o ambiente e estilo de trabalho em sua essência – além, claro, de ter as experiências e habilidades necessárias para desempenharem as suas funções.

Para evitar esse tipo de situação, você pode fazer uma pesquisa online completa sobre a empresa que deseja lhe conhecer: veja o site dela, acompanhe os comentários nas mídias sociais a seu respeito e se for possível, converse com funcionários ou clientes dela. Você ainda pode acompanhar as avaliações em sites como Glassdoor e Love Mondays para ver quais são as avaliações gerais dela e até visitar alguns perfis de outros colaboradores no LinkedIn.

Quanto mais informações você tiver sobre o lugar que deseja conhece-lo, melhor e mais preparado você estará para uma entrevista ou mesmo para poder escolher conscientemente se faz sentido para a sua carreira investir o seu tempo em uma entrevista que não o levará a nada.

Veja mais: Como recrutadores e headhunters usam o LinkedIn para encontrar candidatos talentosos

[VOCÊ NÃO FALOU O QUE ERA IMPORTANTE] É comum para os candidatos saírem de uma entrevista com uma sensação positiva porque falaram e expuseram muita coisa ao entrevistador. Porém, nem sempre o que foi dito era realmente relevante ao processo e no fim, o resultado não foi tão positivo quanto se esperava.  Uma armadilha comum é responder as perguntas de forma generalizada e muito superficial. O ideal é sempre personificar as suas respostas e trazer os fatos e dados relevantes ao entrevistador. Além disso, traga exemplos específicos e sucintos, que demonstrem o domínio ou a capacidade de dominar uma habilidade ou característica que desejada.             

A menos que o recrutador seja um telepata, ele não lerá a sua mente.

A menos que o recrutador seja um telepata, ele não lerá a sua mente.

Lembre-se, o entrevistador não está na sua cabeça – então você não tem a obrigação de dizer tudo o que você está pensando (mas também não deve ser econômico nas palavras, afinal, o entrevistador não está na sua cabeça!). Uma opção que pode ser muito útil para acabar com a dúvida sobre quando se deve aprofundar em algo ou não, é dizer no começo da entrevista que se o entrevistador desejar, você pode contar com mais detalhes as passagens que ele quiser, é só ele dizer qual ponto da sua carreira que ele tem mais curiosidade ou precisa de mais detalhes.  Procure dar respostas que são de valor público, que deem a dimensão do profissional e das suas realizações mesmo para alguém não seja especialista na sua área e não saiba avaliar as suas realizações como profissional – lembre-se, um recrutador quer sempre encontrar o melhor candidato possível.

Da mesma forma que as respostas podem ser mais explorativas e pessoais, elas também devem ser mais especificas ao ponto de adicionar dimensão de quem você é. Cada palavra dita durante a entrevista deve explicitar o seu perfil profissional e fortalece-lo como candidato – uma dica que sempre damos aos nossos candidatos  é de pensar, refletir e ensaiar algumas entrevistas de emprego, seja com amigos, parentes ou mesmo consigo mesmo. É importante ter uma noção sobre o que vai ou não falar, e explorar os pontos que eventualmente possam causar desconforto ou mesmo surpresa. Outro ponto importante e ter informações sobre a posição e a empresa em que se está concorrendo. Isso norteará o planejamento do que é ou não importante.

Veja mais: Como responder “Por que você está procurando um novo emprego?” em uma entrevista

[VOCÊ NÃO ESTÁ REALMENTE INTERESSADO] Por melhor que seja o seu currículo e as suas realizações passadas, durante uma entrevista de emprego paixão conta. E conta muito. Mais do que nunca, recrutadores e empregadores reclamam que, apesar de terem bons candidatos, lhes falta paixão, brilho no olhar quando estão em uma entrevista. Não raro, o candidato tido como ideal é preterido por aquele que mostra mais vontade e mais desejo pelo trabalho.

Como já dito aqui, por mais avançados que estejam os processos e ferramentas, um processo seletivo ainda é pessoal, ainda é orgânico e um contratante ainda deseja o melhor retorno para o seu dinheiro na hora da contratação. Não adianta ser um profissional qualificado se você não mostra interesse genuíno pela oportunidade que está a sua frente – a menos que o recrutador esteja desesperado, o profissional que se mostrar mais interessado sempre terá vantagem sobre aqueles que não mostrarem o mesmo nível de interesse.

Ser contratado para um novo emprego nem sempre é um processo claro e justo. No entanto, para maximizar a sua competitividade, certifique-se de que você está bem preparado para abordar todos os aspectos da sua carreira e realizações, e que sempre será necessário fazer um ajuste ou outro.  Você terá melhores resultados se não cometer erros básicos e se souber tirar o melhor da sua trajetória.

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