Diferenças de trilhas de carreiras: Especialista, Y e W

As diferenças entre as gerações não é uma discussão tão recente, mas que a cada dia ganha novos aspectos. Não basta mais definir as suas características básicas e suas diferenças, mas sim conhecer de modo abrangente o comportamento de profissionais de diferentes gerações no que diz respeito às atuais necessidades do mercado. As suas mudanças, na grande maioria dos casos, têm a ver com o perfil profissional. E no que se refere aos técnicos e especialistas, percebemos diferenças consideráveis entre as gerações Y e W. Isso fez surgir modelos de carreiras diferenciados. Veja um pouco mais sobre este assunto a seguir.

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Transição entre os cargos e funções

Nas últimas décadas, podemos perceber transformações mais acentuadas no que se refere ao comportamento e perfil profissional e as oscilações do mercado. Se antes, no modelo tradicional de concepção de carreira, o profissional deveria escalar passo a passo os diversos cargos para atingir o sucesso profissional, sendo que na realidade nem todos alcançariam o topo e tornando os cargos técnicos engessados quanto aos salários e funções, agora, com o fator inteligência empresarial e avanço informacional, os profissionais das gerações Y e X passaram a focar em cargos técnicos com perspectiva de tornarem-se especialistas, com salários maiores, sem se tornarem necessariamente gestores.

Com isso, surgiu um modelo de carreira conhecido como carreira em Y, onde há a possibilidade de se tornarem técnicos especialistas ou gestores especialistas, sem que isso impacte necessariamente nos níveis hierárquicos. Em algum ponto da sua carreira ele poderá fazer escolhas que levam a uma destas vias, tornando-se gestor ou especialista técnico.

Já o modelo de carreira em W é algo um pouco mais complexo e recente: após, pelo menos duas décadas trabalhando com o modelo de carreira em Y, muitas empresas migram agora para a carreira em W, em que o especialista técnico pode ser um líder ao mesmo tempo. É ideal para realidades nem muito complexas e nem muito simples. Isso as torna mais eficientes e não perderem talentos por falta de uma maneira de recompensá-los.

Carreira em Y

Neste caso, há uma diferença entre o especialista técnico e o gestor, sendo que o profissional pode adotar uma destas vias para expandir a sua carreira. Tem a ver também com a necessidade da empresa e do mercado e a empresa pode recompensar ambos os perfis de forma justa, sem que o gestor tenha privilégios sobre as funções técnicas especializadas.

Carreira em W

Neste caso, o perfil profissional pode assumir posições de gestão e liderança e ser ainda um técnico especialista. É ideal para profissionais multifuncionais, que tenha a visão sistêmica do negócio e consigam se autogerenciar quanto às suas diferentes responsabilidades. É uma forte tendência no mercado cada vez mais competitivo.

A migração entre os cargos também é bem mais dinâmica neste modelo, em que um analista na área de produção pode migrar para a função de analista de projetos, pois tem a preparação necessária e as competências para isso. As oportunidades passam a ser mais justas e os salários equilibrados.

Para isso, não basta ser um especialista, mas ter uma gama ampla de conhecimentos, saber lidar com diferentes recursos e ferramentas, ter uma comunicação assertiva e boa gestão do tempo, além de visão ampla de todo o processo.

Ainda é comum que os profissionais se sintam confusos com este modelo de carreira, já que é algo bem recente. Ainda é difícil para alguns associarem as funções de liderança e funções técnicas ao mesmo tempo, de forma tão flexível. No caso das empresas, este tipo de gestão de carreiras deve ser realizada a partir de muitas pesquisas e do acompanhamento pontual.

Eduardo Saigh é formado e pós-graduado em marketing pela ESPM. Atuou com sucesso na área de marketing e comunicação durante 8 anos, quando decidiu mudar de carreira e empreender na área de desenvolvimento humano. Após três anos na nova área, aceitou o desafio de fazer a restruturação da área de RH na Hays, uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção especializadas do mundo. Atualmente é o head da Elliott Scott, multinacional especializada no recrutamento e seleção de profissionais de RH e sócio fundador da Peopleminin.
Postado por / 27/04/2016 / 0 Comentários
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Carreira, Recursos Humanos
Eduardo Saigh

Eduardo Saigh

Eduardo Saigh é formado e pós-graduado em marketing pela ESPM. Atuou com sucesso na área de marketing e comunicação durante 8 anos, quando decidiu mudar de carreira e empreender na área de desenvolvimento humano. Após três anos na nova área, aceitou o desafio de fazer a restruturação da área de RH na Hays, uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção especializadas do mundo. Atualmente é o head da Elliott Scott, multinacional especializada no recrutamento e seleção de profissionais de RH e sócio fundador da Peopleminin.

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