Como o conceito de diversidade pode aproximar uma empresa de suas metas?

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A diversidade nunca esteve tão em destaque como agora no mercado de trabalho. Em uma época em que as empresas primam por criar diferenciais e investem estrategicamente no capital humano, para que se posicione no mercado de modo vantajoso, a diversidade se torna mais uma força. É importante lembrar ainda que quando se fala de diversidade, deve-se abordar ainda a missão, os valores e a visão da empresa, já que o ambiente organizacional se define como a empresa configura aquilo que considera importante. Veja agora como a diversidade é um fator importante de crescimento e atingimento de metas.

O que é diversidade no contexto corporativo?

Diversidade implica, no caso das empresas, a um ambiente corporativo variado, diverso, capaz de comportar divergências e discordâncias e utilizá-las de modo produtivo e positivo. Foi-se o tempo em que as empresas criavam um perfil padrão rígido aos contratados e estes não tinham voz ou vez para participar nas suas decisões.

Ao focar na diversidade, a empresa amplia as suas possibilidades e isso pode ser um diferencial de mercado. Ao invés de padronizar de modo limitante, a estratégia é valorizar o que as pessoas têm de diferente e aquilo que as torna únicas. Desta forma, as práticas de recrutamento cada vez mais se direcionam em observar e considerar a contratação de pessoas de culturas e costumes variados, etnias diferentes, condições físicas e necessidades especiais diversas, de diferentes gerações e posicionamentos de gênero, e com histórias de vida variadas, e não se restringindo a certos detalhes ou grupos sociais.

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Um ambiente corporativo diverso é o que tornam possíveis os modelos de gestão de alta performance pautados na igualdade, na ética, valorização de talentos humanos e na qualidade de vida. Isso porque foi-se o tempo em que apenas o discurso da “boa convivência” bastava e que as ações de marketing da empresa impressionavam por si só: é preciso fazer valer o discurso ético e apresentar seus valores na prática – os colaboradores e futuros contratados querem ter a certeza de que o ambiente organizacional condiz com aquilo que é ofertado. É por isso mesmo que empresas como Google, por exemplo, se destacam e atraem diferentes interessados de todas as partes do mundo, oferecendo uma política baseada nas pessoas e na diversidade humana.

Para que isso aconteça, é preciso rever a missão, a visão e os valores da empresa, já que a diversidade deve ser coerente com estas três esferas. E mesmo assim, isso não basta: a empresa deve ter um modelo organizacional ético e funcional que permita com que a diversidade seja uma realidade e não fique apenas no mundo das ideias.

Missão, visão e valores de uma empresa diversificada

A missão é a definição da empresa junto ao mercado e ao seu público –  colaboradores, acionistas e parceiros, fornecedores, clientes, etc. É a sua finalidade. Os valores são o que sustentam a organização, cujas ações e conduta devem ser coerentes com aquilo que considera importante. A visão é onde a empresa pretende chegar e como irá fazê-lo para que isso aconteça.

Estes três conceitos orientam o tipo de cultura organizacional da corporação. É preciso que haja clareza e identificação para que eles sejam absorvidos pelas pessoas que a integram. A diversidade deve ser um propósito da empresa para que, de fato, ela exista na sua rotina e seja considerada nas tomadas de decisões.

Nem sempre é fácil tratar da diversidade no âmbito organizacional. Quando uma empresa contrata um colaborador, deve compreender que ele se constitui de condutas, valores próprios, experiências, atitudes, comportamentos, crenças, pensamentos, etc., que muitas vezes diverge do da missão, dos valores e da cultura da empresa. O ser humano é um construto social único e leva para os ambientes dos quais faz parte a sua cultura, o seu modo de agir e pensar, seus posicionamentos políticos, seu gênero e o modo como se relaciona com ele, e entre outras coisas que contribuem para a sua unicidade. E o que poderia ser visto como uma ameaça, pode contribuir para um padrão de excelência e para um modelo de gestão mais humanizado. Além disso, diversidade não é apenas um termo bonito, mas uma vantagem competitiva.

A necessidade de diversidade e humanização da empresa

Rhandi Di Stéfano, em seu livro Líder-coach – Líderes criando líderes (Editora Qualitymark, 2014), afirma que os novos modelos de administração e negócios exigem que as empresas passem por um processo de humanização (e isso implica no acolhimento da diversidade no cerne de sua missão e de seus valores), já que a cada dia há uma necessidade maior entre as empresas de ter alta performance, já que o nível de excelência aumentou com a competição e globalização.

A ideia de diversidade no ambiente organizacional implica em outra necessidade cada vez mais destacada no mundo moderno: se uma empresa quer ser uma referência no mercado, deve ser em todos os sentidos. Isso é fazer valer os seus valores, a sua proposta para a comunidade em que está inserida e para além de territórios já conhecidos. Isso é ter diferencial e usá-lo como uma vantagem competitiva.

Os clientes de uma empresa, seja em qualquer segmento, serão diversos. Uma corporação se relaciona com diferentes grupos, com pessoas de todos os tipos. O ambiente corporativo nada mais é do que um microcosmo desta população. Desta forma, quando a empresa passa a pensar sobre diversidade, deve considerar não apenas os resultados financeiros, mas estratégias empresarias de médio e longo prazos, que se aproximem ainda mais dos clientes. Na prática, é preciso propor e criar uma organização diversa em termos de orientação sexual, gênero, etnia, condição socioeconômica, que seja ainda inclusiva, e que desenvolva soluções para todos os públicos.

Além disso, as relações colaborador-empresas também se modificaram – o funcionário aprende dentro do ambiente da empresa e se desenvolve quando percebe que a sua dignidade é respeitada e quando se reconhece como participante de um processo diversificado e enriquecedor. Isso pode não ocorrer da noite para o dia, mas vale a pena e é uma forte tendência mundial. O desafio das empresas brasileiras nem é compreender porque a diversidade é necessária e quais as suas vantagens para o ambiente corporativo e para o mercado, mas tirar esta proposta do papel e saber lidar com fatores externos, que podem ser um obstáculo na mudança organizacional.

Por exemplo, a empresa Google, citada anteriormente, tem seus desafios: em uma postagem sobre diversidade em suas empresas (veja na íntegra neste link), revelou uma pesquisa que apontava 70% dos funcionários da empresa nos Estados Unidos como sendo do sexo masculino, enquanto 61% são brancos e 30% são asiáticos. Os trabalhadores negros representam apenas 2% da força de trabalho da empresa no país, ao passo que os hispânicos são outros 3%.

Os números nem sempre refletem apenas a falta de oportunidades, já que, conforme a pesquisa, as mulheres representariam apenas 18% dos estudantes de Ciência da Computação dos Estados Unidos, enquanto os negros e hispânicos representam menos de 5% desse grupo. E para ampliar não só as suas possibilidades, mas as do mercado de tecnologia como um todo, a empresa decidiu criar parcerias com faculdades que são historicamente negras para melhorar os cursos de ciência da computação e criou ainda programas de incentivo para mulheres em áreas tecnológicas. A empresa ainda diz que está muito longe de atingir o seu ideal de diversidade. Isso é um investimento que não impacta apenas seus lucros, mas ao mercado deste segmento e à sociedade.

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Rhandi Di Stéfano, autor da obra citada anteriormente, explica ainda, no caso do ambiente interno, que humanizar e diversificar a empresa não significa criar um clube de campo onde tudo é permitido, mas sim, criar um clima organizacional de apoio e desenvolvimento, que gere aprendizado em multinível e expandir o potencial de cada um, conforme as suas características próprias, e não exigindo que elas tornem aquilo que elas não são. Uma empresa exigiria que seus clientes mudem para se adaptar a um produto? Não, e nem por isso deve exigir que seus colaboradores sigam um padrão que ultrapasse aquilo que é eticamente aceitável, como ainda ocorre em muitas empresas brasileiras.

Afinal, as pessoas se caracterizam por serem diversas, mesmo dentro de um contexto massificado, e as empresas devem investir justamente naquilo que a diversidade tem a agregar de positivo para que se diferencie no mercado, tratando seus colaboradores como recursos internos a serem constantemente desenvolvidos e acolhidos.

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Imagens: Pinterest.

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