Como conseguir um emprego através do seu networking

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Encontrar um emprego nos dias de hoje pode parecer tarefa difícil, quase impossível, dizem os pessimistas e acomodados e não é difícil entender o motivo: o país segue em dificuldades econômicas e os escândalos políticos que pensávamos ter acabado, continuam. Tudo acaba colaborando para impressões negativas e sem esperança.

Sem dúvida, um cenário desesperador.

Mas, se você souber olhar, existem diversas oportunidades para se conseguir um novo emprego além das ferramentas óbvias e tradicionais. Esqueça os sites de anuncio de vagas que pipocam na tela do seu computador, classificados de empregos ou agências de emprego – inclusive, a Peopleminin foi criada para isso: oferecer um ambiente diretivo para que profissionais e empresas se conectem de maneira objetiva, tendo o match profissional perfeito entre a oportunidade e o profissional mais qualificado para a posição.

A melhor maneira de se conseguir uma oportunidade de emprego é, e sempre será, falar com as pessoas ao seu redor: parentes, amigos, colegas e conhecidos, eles são O recurso mais relevante que você tem a disposição na busca por um emprego.

O termo “Networking” pode parecer intimidador, impessoal e como eu já ouvi várias vezes, parecer algo falso e superficial, quando na verdade é algo muito divertido, mesmo se você se julgar tímido ou achar que não conhece muitas pessoas.

Mas, What Porra is Networking?

Sem sombra de dúvida, a maioria das oportunidades de emprego nunca são, e nunca serão anunciados. Temos uma única razão para isso: economia de recursos.

Anunciar uma vaga de emprego, da mais simples a mais complicada, requer um gasto de horas/homem de trabalho mínimo, seja para redigir, divulgar, atender o telefone, responder e-mails, analisar currículo, realizar entrevista para conhecer o candidato … enfim, toda ação operacional tem um custo, por mais simples que seja – até a energia mental, psíquica, que se gasta pensando em algo sobre a vaga em aberto é em si um custo.

E todo “esse” custo pode ser diminuído em pelo menos 75% com uma simples divulgação boca a boca, anunciando que existe uma oportunidade real de emprego em determinada área ou setor. Aí, entra um segundo fator que complementa o argumento de que grande parte das oportunidades de emprego não são anunciadas aos quatro ventos: indicações.

Quando se indica alguém para uma vaga, há uma espécie de aura de confiança entre o indicado e o indicador. É como se a pessoa indicada tivesse um “diferencial” místico em relação aos outros candidatos e isso tem um forte peso na decisão do recrutador. O povo de compliance, auditoria e etc. chora com isso, mas é verdade.

Em várias empresas existe até um sistema de remuneração por indicação, onde, se a pessoa que foi indicada for contratada, quem indicou ganha um tipo de prêmio pela indicação.

É por isso que grande parte das vagas não são anunciadas, e o networking ainda é a melhor maneira de encontrar um emprego. Infelizmente, como já dito antes, o networking tem uma conotação negativa, e muitos postulantes a empregos são hesitantes em tirar proveito do seu networking – rede de contatos – porque tem medo ou vergonha de serem vistos como aproveitadores, falsos, interesseiros, políticos, chatos, e até auto promotores.

Mas a grande verdade da rede de contatos é que ela não é sobre usar as outras pessoas em benefício próprio, mas sim, construir relacionamentos.

Você já faz network, só não sabe disso (ainda)

Usar a sua rede de contatos, fazer networking, nada mais é do que conhecer pessoas. E perceba: você já faz isso todos os dias em todos os lugares em que você vá – a não ser que você seja um eremita, que REALMENTE  seja autossuficiente e não precise ou queira contato com NINGUÉM – fora isso, aceite, você tem um rede de contatos e é, em maior ou menor grau, um networker.

Você está sendo um networker e aumentando a sua rede de relacionamentos quando inicia uma conversa com uma pessoa que está a sua frente na fila do banco ou caixa de supermercado, quando se apresenta aos outros pais na escola dos filhos, encontra o amigo de um amigo, pega carona com o amigo de um conhecido ou mesmo troca uma ideia com o vizinho. Todas essas situações e aos outras zilhões, são exemplos de networking  e podem ajudá-lo a encontrar um emprego.

Achar as oportunidades ocultas do mercado de trabalho pode, e vai, demorar mais do que o planejado, é muito mais do que a simples pesquisa online, mas com certeza é mais eficaz. Adotando um estilo de vida – sim, conhecer pessoas é um estilo de vida –  conhecendo e ajudando os outros em tempos bons e ruins vai ajudá-lo a encontrar as oportunidades certas, fazer conexões valiosas no campo em que pretende atuar, e permanecer focado e motivado durante a procura por um emprego.

Não está convencido de que o networking é a melhor maneira de se encontrar um emprego?

Veja os pontos abaixo e depois ligue já para os seus contatos:

– As pessoas fazem negócios e se relacionam com pessoas que conhecem e gostam. Não nessa ordem, mas o sucesso depende destes dois fatores. Currículos e cartas de recomendação, um bom perfil no LinkedIn, podem ser muito impessoais e agressivos para convencer um recrutadores ou empregador a contratá-lo.

A mesmo que ele confie e goste de você.

Aqui entra um conceito que move muitas esferas da nossa sociedade, de relações políticas, a familiares ao caos do atual mercado:

De acordo com o estudo de Marieke de Vries, da Radbound University, na Holanda, as pessoas querem o costumeiro quando se sentem tristes ou com medo. Elas buscam algo novo e diferente quando estão felizes e mais desprendidas do que lhes é familiar. Ou seja, quando identificamos qualquer sinal de risco, por menor e mais ridículo que seja, buscamos por segurança e isso se traduz em escolher por aquilo que já se conhece, que já se confia.

Ou em quem sem conhece e confia.

Algo ou alguém que não vai nos causar surpresa ou mesmo requerer desviar a nossa atenção.

– Anúncios de vagas de emprego trazem uma caralhada de currículos, e-mails, ligações e até cartas de candidatos que estão tão ou mais desesperados do que você e isso, OBVIAMENTE, aumenta muito a concorrência. Ter um networking forte, que lhe renda uma indicação, é muito mais efetivo do que o melhor profissional desconhecido.

– O trampo que você tanto deseja não pode ser anunciado em tudo. Já imaginou o budget disso em tempos de recessão? Pois é.

Ter uma boa rede de relacionamentos faz com que você tenha a sua disposição informação e oportunidades de trabalhos aderentes aos seus propósitos e objetivos, muitas vezes até antes do anúncio sobre a vaga ser redigido.

Regra número 1 do networking: Você já conhece gente para caralho.

Você se engana quando pensa que não conhece alguém que possa te ajudar na busca por um trabalho. Você conhece muito mais pessoas do que pensa, e existe uma boa chance de que pelo menos algumas dessas pessoas que você conhece possa te dar conselhos valiosos de carreira ou até lhe indicar para uma vaga de emprego. Mas, você nunca vai saber se não perguntar!

Faça uma lista das pessoas que você conhece

A sua rede é maior do que você pensa que é.

Ela inclui todos os seus familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, colegas da vida e até conhecidos casuais.

Anote os nomes de cada pessoa dentro destas esferas e surpreenda-se com quantas pessoas você conhece.

Pense nos ex-colegas de trabalho, dos amigos da escola, dos vagabundos da faculdade, os caga-regra da igreja, os parceiros da academia ou do clube, pais da escola do seu filhou ou filhos dos pais do asilo da sua avó ou mãe, bróders do Face e os amigos do bairro. É importante expandir a memória e pensar nas pessoas que conhecemos por estreitas ligações como os colegas de trabalho da namorada, as amigas da irmã (sempre uma fonte inesgotável de experiências), colegas e amigos de amigos, o companheiro (a) do amigo (a), amigos de pais, amigos ou sócios do tio e toda a infinidade de pessoas que não só apenas te cercam, mas que cercam as pessoas que te cercam e por aí vai.

Não esqueça de incluir o seu médico, contador, advogado, o personal trainer ou mesmo o professor de inglês.

Perceba, você já tem uma rede de contatos construída, e ela já é muito mais poderosa do que você pensa:

– Você já faz parte de muitas redes (família, amigos online e off-line, colegas e etc.) e essa rede deve ser o seu recurso natural e principal para procurar emprego.

– Cada uma das redes disponíveis conecta você a outra rede – por exemplo, o seu professor de inglês particular pode te apresentar a outros alunos, e cada um destes alunos pode te conectar com alguma das redes deles e assim vai ad aeternum.

– Cada membro de uma rede pode saber de um amigo ou membro desta mesma rede que precisa ou sabe de uma oportunidade de emprego ou sabe de alguém que sabe de uma.

– Se ao ler estas linhas, você já está se sentindo mal, está com náuseas e já se sente um falso, hipócrita, interesseiro ou mesmo um político, relax. Antes de se trancar no quarto e não falar com ninguém nos próximos três dias saiba que:

Não existe. Veja bem, N-Ã-O E-X-I-S-T-E sensação melhor do que ajudar os outros. A maioria das pessoas terão prazer em ajudá-lo se puderem e se você pedir, é claro.

As pessoas adoram dar conselhos e serem reconhecidos pela sua experiência. Sorry, tirando alguns monges, todos nós temos uma boa dose de vaidade.

Tirando ½ dúzia de pessoas, que certamente não estão na sua rede de contatos por motivos óbvios,  quase todo mundo sabe o que é estar desempregado ou mesmo com medo de tomar um pé na bunda e ser demitido. Essas pessoas vão ser solicitas e simpatizantes à sua situação e certamente lhe ajudaram.

O desemprego é uma espécie de mistura de câncer + depressão + gripe. Ela consome as suas energias como uma coquetel de quimioterapia ao mesmo tempo em que é silencioso como uma tristeza profunda ou depressão e rápido como uma gripe. Quando você menos espera e percebe, está estressado, isolado, cansado, doente e com moral e autoestima baixíssimas. Ao se conectar ou mesmo reconectar com outras pessoas, você combate estes sintomas, se colocando em movimento, tendo apoio moral e de certo modo sendo encorajado a seguir em frente.

Conhecer novas pessoas ou conhecer novamente velhas, deve ser divertido e não uma tarefa, uma obrigação. Quanto mais protocolar for uma relação menos natural ela será e menos frutífera ela será. Aí sim, ela será superficial e falsa, e a conexão será rasa e muito certamente de pouco valor.

Regra número 2 do networking: Saiba o que quer antes de pedir.

Nenhuma conexão no mundo vai te ajudar a encontrar um emprego, se ela não souber que você está a procura de um. Uma vez feito o seu mapa de contatos, comece, realmente, a fazer contato com as pessoas da sua rede. Deixo-os saber que você está procurando emprego – aqui é ÓBVIO dizer, que se você estiver empregado e não estiver satisfeito, essa procura deve ser o menos expositiva possível.

Seja o mais específico possível sobre o tipo de oportunidade que você procura, e pergunte se eles conhecem alguém ou tem alguma informação relevante sobre a área procurada. Não caia na burrice de presumir que certas pessoas não podem te ajudar. Tenho visto muuuitas oportunidades aparecerem onde menos se espera…

A chave aqui, como quase tudo na vida, é saber o que se quer antes de pedir. O networking é muito mais eficaz quando você tem metas específicas de carreira. É muito mais difícil e pouco produtivo ter objetivos e metas genéricas, muito abrangentes. Num primeiro olhar, estar aberto a tudo pode parecer a melhor estratégia em termos de atração de possibilidades, e até é de fato, mas esse raciocínio cria um buraco negro entre o que você quer e o que lhe é oferecido, além de não obter todo o potencial das suas conexões. Sendo especifico, você cria uma “imagem de marca própria”, que é fácil de associar as oportunidades procuradas, além de economizar a sua energia física e psíquica não indo em qualquer vaga que surgir. Se você não tem claro o que quer da sua carreira e vida profissional não acione as suas conexões mais distantes, não as queime à toa. Concentre-se nos familiares e amigos próximos.

Comece pelos mais próximos

Quando você estiver procurando por emprego, comece pelas suas referências. As suas melhores referências são as pessoas próximas, que gostam de você, e que podem referenciar o seu histórico, índole, valores e habilidades:

– Avise cada pessoa da sua rede sobre o que especificamente você está procurando e firme um acordo de indicação com elas.

– Tenha as suas metas e objetivos claros, de forma que você  possa explicá-las em rápidas conversas.

– Mantenha a sua rede de contatos ciente do seu progresso em arrumar um emprego.

– Avise a sua rede sobre possíveis ligações ou e-mails para verificação de histórico profissional.

– Dê-lhes feedback sobre cada processo ou indicação que receber.

Regra número 3 do networking: Melhore as suas habilidades de comunicação.

“Alô, alô Terezinha! Quem não se comunica, se estrumbica!” – Chacrinha.

Por mais ridículo que possa ser ler isso, somos serem gregários, que necessitam de convivência e companhia com outros da mesma espécie e grande parte desta interação ocorre através de uma forma eficaz de comunicação.

Uma boa comunicação é a pedra angular de uma boa rede de contatos e de relacionamentos. Os pilares de uma boa comunicação combinam este conjunto distinto de habilidades: escuta ativa, comunicação não-verbal, controle do estresse e compreensão das próprias emoções, e é claro, das emoções da pessoa com que você está se comunicando.

Escuta ativa

Sendo curto e grosso: escuta ativa significa estar presente na conversa, não apenas entender as palavras ou a informação que está sendo transmitida, mas sim entende também o que interlocutor está sentindo.

Para ouvir ativamente:

– Concentre-se totalmente no que está sendo dito, na linguagem corporal, no contexto em geral ao invés de sonhar acordado, rabiscar na parede, mexer no celular ou mesmo escrever algo. Se você acha isso impossível, tente repetir as palavras do orador na sua cabeça.

– Evite interromper ou direcionar a conversa para as suas preocupações. Ouvir primeiro para falar depois não é a tônica da escuta ativa. Não é um jogo de concessão.

– Não dá para ouvir e estar presente na conversa de alguém se você está pensando no que vai dizer. Mostre seu interesse no que está sendo dito, eventualmente sorria e certifique-se que a sua postura está aberta e convidativa para uma monologo conversa franca.

Dica de ouro: Se você quiser exercitar a sua escuta ativa, converse com qualquer pessoa, entre 5 a 10 minutos sem dizer ou pensar em nada. De preferência, converse frente a frente, mantendo contato visual. Durante esta conversa, não emita nenhuma opinião, não diga nada, apenas ouça.  A sua opinião não interessa. As suas 14 dicas infalíveis de sucesso que não funcionam nem para você não interessam neste caso. O objetivo é ouvir atentamente ao outro. No começo é bem difícil, você vai querer resolver o problema da pessoa, interromper, saber mais e etc.

Não cai na tentação.

Feche a boca e abra os ouvidos.

Já vi relações desgastadas a anos se fortalecerem com este exercício.

Comunicação não verbal

Reza a lenda que 80% da nossa comunicação é feita não verbalmente. Não sei se é verdade, mas tem chances lógicas de ser. A comunicação não verbal é tudo aquilo que não é dito com palavras – Ah vá!?! Sério? – inclui expressões faciais, gestos e movimentos corporais, contato visual, postura, tom de voz e até roupas. A maneira como olhamos, agimos e reagimos sem palavras dizem muita coisa sobre nós: se estamos tristes, sozinhos, alegres ou felizes. Esse conjunto de informações nos dizem muito mais do que qualquer palavra bonita ou texto do Pablo Neruda.

Você pode melhorar a sua comunicação não verbal não cruzando os braços e pernas ao conversar com uma pessoa, sorrir sinceramente e manter contato visual com quem você está falando. Não raro, a linguagem corporal dita como será a relação entre as pessoas antes da conversa falada.

Controle do Estresse

Tá ai um cara que fode a vida: o estresse.

Uma carga alta de estresse facilmente dificulta uma boa comunicação, atrapalha a organização das ideias e pensamentos, nos impede de pensarmos de forma criativa, ficamos impacientes e muitas vezes irascíveis. O estresse nos desconecta das pessoas e isso é péssimo para todas as nossas relações. Isso acontece porque interpretamos mal as pessoas, podendo confundir os sinais não verbais.

Para lidar rapidamente com o estresse e não mandar todo mundo para a puta que pariu:

– Reconheça quando você está estressado e se acalme. Se você sente algum músculo enrijecido, mãos suadas e respiração descontrolada, há uma grande chance de você estar sob o domino do estresse. Se o seu braço esquerdo estiver formigando é infarto mesmo.

Se isso acontecer, tire um momento para se acalmar. Não apenas cinco minutos, mas vinte ou mesmo mais. Vá para um lugar calmo, respire fundo, beba água, fume um cigarro, faça algo que te relaxa mesmo.

O objetivo é voltar ao equilíbrio, trazendo todos os sentidos e a consciência de volta.

O melhor remédio contra o estresse é o bom humor. Ele permite que enfrentemos situações de tensão com muito mais controle.

Consciência emocional

O famigerado autoconhecimento. Conhecer e compreender a ti mesmo o ajuda a compreender e a conhecer outras pessoas, e por consequência a se comunicar melhor.

É piegas eu sei, mas muitas pessoas ignoram o fato de terem emoções e sentimentos e se comunicam com as outras pessoas como se fossem robôs, sem emoção e sem humanidade nenhuma e isso prejudica, e muito, a comunicação e a relação interpessoal. Isso porque ela parecerá artificial e não é preciso dizer que repudiamos e evitamos aquilo não reconhecemos ou confiamos. O inverso também ocorre, quando a nossa comunicação é guiada pelos nossos sentimentos e temos uma forma de interação emotiva. O perigo está no descontrole, em parecer um louco quando se está com raiva ou desanimado quando se está triste. O ideal é manter o meio termo entre o racional e o emocional, visando sempre o bem estar da comunicação e da construção de fortes relações.

Regra número 4 do networking: Foque na construção de relacionamentos e não no processo.

Networking, antes de mais nada, é um processo de dar e receber que envolve conexões e partilha de informações. Dar primeiro e receber depois, nessa ordem.

É uma maneira de se relacionar com as outras pessoas, não é uma técnica ou meio mágico para se conseguir um emprego ou mesmo um favor. Para construir relacionamentos de valor é preciso estender a mão e não disparar a sua metralhadora de cartões, ligar para pessoas que você não conhece ou mesmo sair falando com estranhos. Nada disso. Tudo que você tem a fazer é estar presente.

– Seja autêntico: Em qualquer situação de procura de emprego ou networking, aliás, em qualquer situação DA VIDA, o grande e real objetivo é ser você mesmo. Esconder quem somos ou mesmos suprimir os nossos verdadeiros interesses e objetivos só irá nos prejudicar a longo prazo. Vá sempre atrás daquilo que você quer e não daquilo que você acha que os outros querem ou vão gostar. Isso sempre será mais gratificante e realizador, além de deixar claro para os outros quem é você e o que procura.

Por exemplo, se tratando especificamente em entrevistas de emprego, temos uma estratégia interessante por parte do entrevistador. Ele “guia” o entrevistado para uma linha de raciocínio quando na verdade ele espera que o candidato siga outra linha de raciocínio, uma linha própria.

– Seja atencioso: Esse é um detalhe importantíssimo no processo de networking. Seja atencioso e esteja atento ao contexto. Se você está em contato com um velho amigo, que não vê há muito tempo, é necessário entender que você terá que reconstruir a relação de vocês. Veja, tanto ele quanto você não são mais as mesmas pessoas de dez anos atrás ou mesmo do tempo de colégio. Você pode ter a grata surpresa de descobrir que aquele seu companheiro e amigo do terceiro colegial virou um completo idiota ou mesmo o contrário, aquele idiota da sua classe da faculdade se tornou um cara interessantíssimo que tem muito mais a ver com você e o que você quer da vida do que o seu amigão dos tempos de colégio. Mas tudo isso demora tempo para ser descoberto. Dê esse tempo a relação antes de pedir qualquer coisa.

Por outro lado, se você estiver se relacionando com alguém que tem o tempo curto, seja educado e respeitoso com o tempo disponível que esta pessoa está lhe cedendo e seja objetivo, sem ser mal educado.

Não peça um emprego: Ao pedir um emprego a um amigo ou mesmo a um contato próximo, este pedido se torna um torpedo de responsabilidade e pressão para esta pessoa e é óbvio que isso não é positivo para a sua busca por emprego, quiçá, para o relacionamento de vocês. E, se  você quer que os seus contatos sejam aliados na sua busca por uma nova oportunidade de trabalho, você não pode coloca-los numa furada ou mesmo estressar a relação pedindo coisas que estão além do seu alcance ou mesmo que demande muito esforço da parte deles sem que eles te oferecem isso. Se eles puderem contratá-lo ou mesmo te apresentar a quem possa, com certeza eles vão, então não encha o saco! E, não diga que eles não querem te ajudar quando, efetivamente, eles não podem.

– Seja específico: Antes de sair ligando ou zap-zapeando para o Brasil, tentando se conectar com todo mundo que uma dia você conheceu, faça o seu dever de casa: se autoconheça e saiba consciente o que, E-S-P-E-C-I-F-I-C-A-M-E-N-T-E  você está procurando. Você quer uma indicação de alguém que trabalha no mercado em que você quer atuar? Você quer uma referência? Você quer uma atualização de como está tal mercado?

Ao se fazer isso, certifique-se de que o seu currículo ou qualquer coisa que diga quem é você e do que você é capaz esteja atualizado e pronto para uso imediato. Se tudo der certo, você vai precisar.

Aproveite o processo.

O processo de networking é muito mais parecido com uma maratona do que com uma corrida de 100 metros. É necessário controlar a ansiedade, respeitar os limites, principalmente dos outros, e entender que por mais vontade e esforço que se tenha, existe uma distância a ser cumprida, e ela geralmente é bem looooooga.

Um networking eficaz é algo que deve ser feito com calma, sem pressa. Isso não significa que você não deva ser focado, significa que você não deve ser apressado, e entender que relacionamentos de emergência não são propícios para a construção de relações de benefícios e apoio mútuos, pelo simples fato de que não há tempo confiança suficiente. Quando você está em movimento, deve se livrar da pressão, aproveitar de fato o momento, o presente, e apreciar todo o processo. Isso irá acelerar as suas chances de sucesso na busca por um emprego.

Não seja uma aproveitador.

Não seja um interesseiro, que cria conexão até conseguir o que deseja e sumir até precisar de algo novamente. Invista na sua rede, agradeça e mantenha contato sempre, principalmente com que lhe ajudou diretamente. Dê feedbacks sobre a ajuda, indicação e encaminhamento que eles te deram.

Regra número 5 do networking: Tenha uma rede poderosa.

“Rico anda com rico. Não adianta você andar com pobre e querer ser rico.” – Minha mãe.

Se a sua rede de contatos não está tendo o resultado que você espera, talvez seja necessário reavaliar a qualidade dela. Analise os pontos fortes da sua rede, fraquezas e oportunidades. Sem essa avaliação, é impossível saber como ela pode se adaptar as suas necessidades. Veja, a sua rede de relacionamento faz parte da sua história de vida e, de certa forma, representa quem você FOI até aqui e não necessariamente quem você QUER SER ou precisa. Tendo isso bem claro, você tende a não perder novas oportunidades de aumentar a sua rede.

Regra número 6 do networking: Aproveite a sua rede contatos.

Manter a sua rede de contatos ativa é tão importante quando construí-la. Criar novas relações e novos contatos é importante, mas de nada adianta não ter tempo para cultivá-los. Evite conhecer o maior número de pessoas possível, como uma noiva que procura um novo par depois de ser abandonada no altar. Lembre-se, queremos construir uma rede forte de relacionamentos, queremos QUALIDADE ao invés de quantidade. Pegue o seu Facebook e veja quantos dos seus contatos você realmente interage. Antes de sair igual a uma puta distribuindo cartões, dando sorrisos falsos e apertos de mãos frouxos, mantenha a sua rede de contatos atual nutrida da sua presença e colaboração.

– Reserve um tempo para cultivar os seus contatos chave, para aquelas pessoas que são muito importantes para você e/ou para o que você busca, mas óbvio não seja chato. Geralmente essas pessoas já são bem importantes e presentes na nossa vida, de maneira que um contato sempre será bem-vindo.

– Não esqueça o resto da sua lista. A sua rede de contatos não é feita apenas de amigos ou de pessoas bacanas, mas sim de contatos, colegas e toda a sorte de pessoas que não se tem tanto contato.

Palavras finais

Depois de anos de estrada, muitos amigos feitos, conhecidos legais e bacanas, eu aprendi, conscientemente, a fazer e cultivar um bom networking. Tanto que grande parte das minhas conquistas pessoas e profissionais vieram por intermédio da minha rede de contatos. Eu me atrevo a dizer que consigo muitas coisas de graça ou mesmo mais rápido e sem esforço que a maioria das pessoas apenas porque eu conheço fulano ou ciclano. E não digo isso me gabando não, digo porque é verdade. E o segredo disso é que antes de pedir, eu dou muito de mim mesmo sem ter nenhuma garantia de que eu vou receber algo em troca. E, tão importante quando isso, e dar o que a pessoa diz que precisa, não o que eu acho que ela precisa! Se isso parecer difícil para você, ilógico ou mesmo babaquice, tudo bem. Sério. Isso não quer dizer nada e não vai delimitar até onde você pode chegar e conquistar na vida, mas com certeza o seu caminho será bem mais difícil do que se você conhecesse uma ou outra pessoa a fundo e com sinceridade.

Será bem mais difícil se você não criar conexões sinceras e verdadeiras.

Usando o networking

Essa é uma variante de várias ferramentas de networking e funciona muito bem.

1-) Separe todos os seus contatos por grupos: família, amigos, colegas de trabalho, amigos de faculdade, amigos de pós-graduação, amigos de colégio, amigos de clube e etc.

2-) Contate cada um deles e diga com quem da rede de contatos deles você poderá falar a respeito de X assunto – o objetivo aqui é falar com pelo menos duas pessoas.

3-) Entre em contato com os contatos dos seus contatos, explique a sua situação criando espaço para um novo relacionamento e peça ao menos dois novos contatos e assim vai…

Percebe o que vai acontecer? Em pouco tempo a sua rede contatos e relacionamento duplicará de tamanho. Tenha cuidado em gerenciar isso. Anote cada contato, o fluxograma de cada relação e etc. Novamente, é um trabalho lento, moroso e muitas vezes exaustivo, mas vale muito.

Se você estiver desempregado, com tempo livre, digamos 10 horas por dia, eu sugiro que invista duas horas do seu dia procurando vagas da maneira tradicional e oito horas procurando maneiras efetivas de aumentar  a sua rede de contatos.

Peopleminin é uma solução multiplataforma de recrutamento e seleção que tem por base o match profissional perfeito, combinando o perfil profissional e comportamental dos candidatos com as vagas existentes no mercado. Em busca do match profissional perfeito!
Um comentário
  1. Reinoldo

    Para sair das dificuldades, é preciso mover-se.
    Acredito nas 3 dicas:
    1- querer
    2 – agir
    3 – persistir
    Muito bom!

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