3 dicas para fazer uma mudança de trabalho bem sucedida

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Analise uma oportunidade de emprego baseada em uma estratégia bem pensada.

Depois de um longo período, o desemprego no Brasil começa a dar sinais de queda. Com um número crescente de oportunidades de trabalho, nunca, em anos, o momento foi tão positivo para mudar de emprego. Mas como identificar a melhor oportunidade do mercado?

Aqui estão três estratégias simples para escolher seu próximo emprego sem arrependimentos.

[TENHA ALGUM CRITÉRIO] Muitas pessoas procuram um novo emprego para fugir de uma série de situações que não gostam no seu emprego atual. O problema com esse tipo de tomada de decisão reativa é que raras as vezes há uma conexão com algum tipo de estratégia de desenvolvimento ou crescimento profissional a longo prazo. A realidade, porém, é que quase sempre a grama do vizinho não é mais verde que a nossa. Não adianta apenas mudar de emprego quando as coisas não estão bem. É importante ter em mente que o importante é não trocar uma cela por outra. Geralmente, a satisfação no trabalho está ligada a vários fatores como desafio, valorização e conexão com as nossas habilidades e conhecimentos, além do significado que o próprio trabalho nos traz. Dinheiro é bom? Sem dúvida. Mas nem sempre deve ser o principal fator para uma mudança de emprego.

Veja mais: Como dizer ao seu chefe que você tem uma proposta de emprego em outra empresa

A maneira ideal para se mudar de emprego, tanto em termos de desenvolvimento de carreira quanto pessoal, é analisar as oportunidades que surgem de uma maneira estruturada, visando sempre qual será a contribuição desse oportunidade para o seu futuro profissional – como já dito aqui, várias vezes, é importante saber onde se deseja chegar na carreira. Um mudança de emprego que não leve em conta qual será a sua contribuição para o futuro profissional tem grandes chances de fracassar quando a excitação pelo dinheiro e demais benefícios e regalias do novo ambiente desaparecerem.

[PAIXÃO CONTA] Um estudo de 2018 realizado pelo Indeed.com descobriu que a falta de paixão era a principal causa do fracasso de candidatos passivos a um novo cargo – um candidato passivo é alguém que foi recrutado e selecionado para uma oportunidade e não o contrário. Ou seja, o interesse partiu da empresa para o candidato e não o contrário.

“Trabalhar muito por algo que você não se importa é chamado de stress. Trabalhar muito por algo que você ama é chamado de paixão.”

As empresas entendem que um pacote de remuneração atrativo, com regalias e benefícios podem ser muito atraentes. Combine isso a exposição da marca através do Linkedin com 500 milhões de profissionais e voilà! Nunca foi tão fácil para uma empresa atrair a atenção de um candidato e oferecer a ele um pacote de remuneração atrativo. A armadilha desse ciclo para os candidatos que mudam de emprego exclusivamente pelos benefícios atrativos, e deixam o antigo emprego em que tinham paixão, é que há uma grande probabilidade de falha. Um má mudança de carreira não é necessariamente um grande problema em uma longa carreira, mas, escolhas más repetidamente em um curto espaço de tempo, é.

Veja mais: Quais são as opções para crescer na carreira sem mudar de emprego

Mudar de carreira continuamente em uma economia positiva com escassez de talentos não é algo ruim, mas pode ser perigoso em momentos de retração econômica.

Pergunte a quem já trabalhou por mais de 10 anos. Desacelerações são inevitáveis e sempre acontecem no pior momento possível, como por exemplo, quando se compra um carro novo ou se compromete financeiramente com algo. Mudar de uma atividade profissional que se tinha paixão por outra, seja por dinheiro, benefícios e o que for, pode ser muito doloroso quando as circunstâncias se tornar inesperadamente ruins.

 Uma coisa é passar por dificuldades quando se faz o que se gosta. Nesse contexto, chamamos o negativo, a dificuldade, de desafio e quase sempre a encaramos com coragem e até como algo positivo.

Porém, quando enfrentamos algo negativo, uma crise ou situações difíceis, quando não se faz algo que se gosta, tendemos a potencializar negativamente a situação tornando a realidade insuportável. 

Em resumo, não faça um movimento desnecessário a menos que o papel esteja alinhado ao seu plano de carreira de longo prazo.

[PERGUNTE-SE] Em terceiro lugar, pergunte-se: “Uma mudança para um novo emprego me dá mais ou menos opções futuras de carreira?”. O mundo mudou, o mercado de trabalho mudou e com eles as carreiras mudaram. Hoje as carreiras estão muito mais longas do que eram a 40, 50 anos atrás. Espera-se que nós, brasileiros, trabalhemos entre 30 a 40 anos, talvez mais, antes da aposentadoria. Segundo pesquisas, o tempo médio de permanência do brasileiro em um emprego é de 3,1 anos a 3,3 anos, isso significa um mínimo de 10 mudanças de emprego para a maioria de nós. Pode parecer muito à primeira vista, mas se pensarmos o longo caminho que percorremos do estágio até o nível gerencial, já completamos de 8 a 10 anos de carreira. De gerente aos diversos níveis de liderança, seja sênior, diretoria, vice-presidência, “C” alguma coisa, temos mais uns 10 a 15 anos. Isso sem contar as pessoas que mudam de carreira, que seguem para próprios negócios, tiram períodos sabáticos, e etc.

Não importa muito o caminho que se escolha, no Brasil se trabalha por um longo período.

Portanto, a menos que você esteja em vias de se aposentar, é provável que você ainda seja contratado e mude de emprego algumas vezes. Portanto, é importante entender se a nova oportunidade afetará a sua empregabilidade futura. Fazer uma má escolha profissional pode custar meses e até anos de desemprego no futuro. Em média, cada mês desempregado reduz a renda em 8,33% – Memória de cálculo: imagine que o seu salário liquido mensal seja de R$ 7.400,00 o que multiplicado por 13,33 (férias + décimo terceiro) dá o total anual de R$ 98.642,00 (Não contabilizei nenhum outro benefício, apenas o básico previsto em lei).

Nesse cenário, R$ 98.642,00 dividido por 12, teremos R$ 8.220,17 mês. Por isso, se pensarmos que a cada mês desempregado não se ganha $ 8.220,17/mês, temos uma perda de 8,33% a cada mês desempregado. Logo, um movimento apressado que acrescente 10% a mais no seu salário, por um desafio que apresente risco ao futuro da sua carreira ou que não acrescente nada além da compensação financeira pode acabar custando, literalmente, muito caro.

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